“Esteja atento! Fortaleça o que resta e que estava para morrer” Apocalipse 3.2


“Talvez você se pergunte, se uma igreja pode morrer. Infelizmente, ela pode extinguir-se em alguns lugares. A comunhão é um ingrediente essencial para o crescimento da Igreja.

Constantemente eu me recordava das palavras do pastor: ‘Queremos agradecer-lhe por estar aqui. Mesmo que você não tivesse falado nem uma só palavra, só o fato de vê-lo já teria significado muito. Algumas vezes nos sentimos como se estivéssemos sozinhos em nossa luta’.

Eu nem conseguiria pregar um bom sermão, mas eu poderia estar lá. E se estar lá era mais importante, eu decidi que a minha vida seria constituída de estar presente.

Mas, o que poderia fazer eu, uma pessoa só, sem fundos, sem patrocínio de alguma organização, contra uma força aparentemente invencível que parecia um gigante diante de mim? Como eu faria para consolidar qualquer coisa? Só Deus poderia fazer isso!

Voltei para casa, mas antes fui à Amsterdã visitar os Whetstra (um casal de irmãos que intercedia por mim e sempre me dava bons conselhos). Durante toda uma tarde constei-lhes como fora minha viagem e lhes falei, também, a respeito do versículo bíblico que me fora dado de forma tão estranha. Sobre como eu teria forças para fortalecer alguém.

É você não sabe que é exatamente quando estamos mais fracos que Deus pode nos usar melhor? Não é você, mas o Espírito Santo quem tem planos para o povo que vive detrás da ‘Cortina de Ferro’ disse-me a Sra. Whetstra com uma convicção contagiante que me encheu de paz.

Não passara nem uma semana desde o meu retorno para casa, quando os convites para falar sobrea viagem começaram a chegar e eu aceitei a todos... todos queriam saber como era a vida atrás da ‘Cortina de Ferro’.

‘Você precisa viajar mais’, disse-me uma jovem líder da delegação holandesa em Varsóvia. ‘Você ainda não viu o suficiente, precisa conhecer mais da necessidade desses líderes, para falar mais. Estou encarregada de escolher 15 pessoas da Holanda para i ‘a Tchecoslováquia, você quer ir?’

Retive a respiração. Seria a mão de Deus? Seria aquela a porta que se abriria a seguir, no seu segundo plano para mim? Decidi colocar a questão mais uma vez diante dEle, pois novamente eu não tinha recursos financeiros para ir.
‘Se queres que eu vá, Senhor, tu precisarás suprir os meios’, orei de forma relâmpago. Respondi a ela que sentia muito, mas, eu não tinha possibilidades de fazer uma viagem dessas. Ela ficou me olhando e então me disse: ‘para você não haverá despesas’.

Assim começou a minha segunda viagem e, quatro semanas depois eu encontrei a resposta que buscava: Os cristãos tchecos precisavam de ajuda! Pois não havia Bíblias e nem hinários e o governo praticamente exercia controle total sobre a Igreja. Ser cristão era antipatriótico.

Os cristãos eram demitidos de seus empregos, e sofriam humilhação. Não se podia usar a palavra ‘pregar’. ‘A gente precisa ser cuidadoso com as palavras, você pode nos trazer ‘saudações’ do Senhor’, disse-me Antonin, um jovem estudante de medicina que se tornou meu intérprete. Então, primeiro eu trouxe saudações da Holanda, depois do Ocidente e finalmente ‘saudações de Jesus Cristo’ à congregação.

Cada visita que fiz ali foi memorável, mas a última antes de voltar à Holanda foi inesquecível, pois, foi nela que recebi o cálice do sofrimento. ‘Bem, quero lhe dizer oficialmente, senhor, que não é mais bem-vindo aqui. Se tentar entrar neste país outra vez, vai descobrir isso por si mesmo.’ Disse-me um homem sinistro ao sair de um carro do governo que havia me seguido.

Lembrei-me do distintivo de lapela que recebi de Antonin. ‘Quando as pessoas perguntarem o que é isso, conte-lhes a nosso respeito, e faça-os lembrar de que somos parte d corpo e que estamos sofrendo dores; este é o símbolo da Igreja da Thecoslováquia, significa o cálice do sofrimento.’


Se um membro sofre, todos sofrem com ele... pensei citando I Coríntios. O cálice do sofrimento era o símbolo de uma realidade da qual eu precisava participar. E agora, o que faria?”

Fonte: Portas Abertas
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Apoie Síria - A Igreja de joelhos

Vivendo à espera de um milagre, a cristã paquistanesa Asia Bibi aguarda por um julgamento justo. Ela está presa há três anos, acusada de blasfemar contra o profeta Maomé. Islâmicos consideraram um crime gravíssimo Asia ter declarado seu amor e fidelidade a Jesus Cristo
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O advogado, que não pode ser identificado por razões de segurança, é cristão e cidadão paquistanês. Ele prestou esclarecimentos sobre a atual situação de Asia Bibi perante a lei. "Ser exposto e conhecido como um advogado que está falando com o Ocidente sobre Asia Bibi é perigoso não apenas para mim, como para ela também. Poderia fomentar agressividade e raiva contra ela, que está vulnerável e sozinha. Não podemos arriscar a sua segurança. Todavia, precisamos que mais pessoas saibam sobre sua condição e estejam em oração por ela”. 

"Muitos advogados já tiveram de abandonar o caso", continuou. "Alguns tiveram de deixar o país por causa de seu envolvimento com Asia Bibi. Presenciamos o assassinato de dois políticos que se atreveram a interceder em favor da cristã pronunciando-se contra a lei da blasfêmia: Salman Taseer, governador de Punjab, assassinado em 2011; e o ministro das minorias, Shahbaz Bhatti, morto alguns meses depois."

O advogado ficou sentado em silêncio, olhando para o quadro de uma floresta em sua parede. Ele não tem janelas em seu escritório porque acredita ser perigoso demais.

"Asia Bibi tem mostrado muita perseverança e fé, apesar de seu direito a visitas de familiares ser limitado e restrito. Ela tem sido agredida fisicamente na prisão e ouve todos os dias as cinco chamadas para a oração pelo mullah na mesquita. Mas ela não se esqueceu de seu Jesus. Ela jejua e ora. Não desistiu de Deus, mesmo passando por dias muito tristes e solitários. Por que deveríamos perder as esperanças, afinal?” 

FONTE: Portas Abertas
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SER UMA OFERTA VIVA À DEUS...

“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque assim como é, o veremos. E todo o que nele tem esta ESPERANÇA, PURIFICA-SE A SI MESMO, como ELE é PURO.” I João 3:2-3

Um ato voluntário de abnegação de quem quer seguir a Cristo, purificando-se da impureza existente no mundo. O sistema, ou “cosmos” influencia de tal maneira a ponto do errado tornar-se certo. A “mídia” é o exemplo disso, ela dita a regra, e alguns passivamente recebem a mensagem sem avaliar o seu significado. Todos os programas de alguma maneira fazem menção de prostituições, impurezas, lascívias, idolatrias, feitiçarias, inimizades, contendas, ciúmes, iras, pelejas, dissensões, facções, invejas, bebedices, orgias, e coisas semelhantes. (Gálatas 18-21). Desejos carnais que levam para a morte.

Andar como Jesus requer decisão, apresentar-se perante ele deve haver “oferta”, ser como Ele é requer sacrifício.

Oferta é o meio pelo qual o indivíduo aproxima-se de Deus. No livro de Levítico cinco ofertas são mencionadas nos capítulos 1-7. Mas vou relatar apenas uma delas, a oferta de “holocausto”, ou oferta “queimada”, que significa ascensão, uma vez que toda a oferta, exceto o sangue, era queimada e subia ao céu em forma de fumaça, simbolizando a apresentação voluntária do ofertante a Deus. Qualquer pessoa poderia apresentar uma oferta como sinal de devoção ou consagração. E não é diferente nos dias de hoje, pois a oferta já foi aceita pelo Pai, o holocausto tipificava o ato voluntário do Senhor Jesus Cristo ao oferecer a si mesmo para morrer (Hebreus 10:5-7). Assim como a fumaça da queima, Ele foi assunto ao céu e está a direita do Pai. Da mesma forma, o cristão deve oferecer-se a si mesmo a Deus como sacrifício vivo santo e agradável a Deus. (Romanos 12:1-2)

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O QUE SIGNIFICA A PALAVRA EVANGELHO?


A palavra evangelho tem sua origem em dois termos gregos: “eu” e “aggelion”, formando assim a palavra euangelion, modificada no latim para “evangelium” e traduzida a nós como “evangelho”. Apesar de toda essa transição a palavra conservou o seu significado original, que quer dizer “boas novas”.  Aplica-se às quatro inspiradas narrações da vida e ensinos de Jesus Cristo, compreendidas no N.T. (Mateus, Marcos, Lucas e João); e também a revelação da graça de Deus, que Cristo veio pregar, e que se manifesta na Sua vida, morte e ressurreição, significando para os homens salvação e paz. E esta mensagem foi confiada aos seus discípulos (Marcos 16.15).


Os evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) se completam e descrevem relatos sobre a vida de Jesus de diferentes ângulos, com o objetivo de manifestar o evangelho da Graça, do Reino, de Cristo, da Paz, Eterno, etc. Desta maneira teremos uma percepção maior de quem Jesus é e o que Ele fez. 

Fonte: IAS
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SEGUIDORES SECRETOS

     
Nos dias de seu ministério, Jesus alertava a multidão que se reunia ao redor dele de que segui-lo tinha um preço, e aqueles que desejassem fazê-lo deveriam calcular o custo: “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completa-la? [...] Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo” (Lucas 14.28,33)
Houve aqueles que se renderam imediatamente às palavras do Mestre e passaram a segui-lo no mesmo instante, como Levi (lc 5.27-28). Outros calcularam que o preço a pagar era alto demais e o deixaram , como o jovem rico (Mt. 19.21-22). Havia ainda um terceiro grupo, formado por pessoas convencidas de quem era Jesus, mas cautelosas quanto a segui-lo abertamente, como Nicodemos (Jo. 3.1-2) e José de Arimateia (Jo 19.38).
O mundo muçulmano te sua cota de “seguidores secretos”: indivíduos que já entenderam e aceitaram a salvação em Cristo, mas que ainda não estão prontos – emocional, financeira e espiritualmente – para assumir isso publicamente. Desta forma, continuam indo à mesquita, fazendo suas preces diárias, jejuando no ramadã, mas agora dedicam seus atos a Jesus. Eles se preparam para confessar sua fé em Cristo. Sabem que o preço a pagar é muito alto, então avaliam bem antes de dar o passo que mudará sua vida definitivamente.
O preço que pagam conscientemente por abraçar a fé cristã nos faz questionar o valor da nossa fé. Kubã, um pastor do Quirguistão, comentou com um cristão que o convidou para visitar o Brasil: “ essa viagem é um sonho, mas tenho medo. Tenho receio da fé ocidental, que faz a gente não depender totalmente de Deus. Fico assustado com esse tipo de fé.”

Qual o preço de carregar a cruz no Brasil? Ser um com eles no sofrimento não significa apenas estar ao seu lado quando sofrem, mas receber, a exemplo deles, nossa parcela de perseguição reservada àqueles que desejam viver piedosamente em Cristo (2 Tm. 3.12)

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ZÉ NINGUÉM

Cultura, religião e leis civis se mesclam de forma única no mundo muçulmano. A prática da religião não está restrita aos fins de semana, ela faz parte da rotina diária tanto de muçulmanos como de cristãos.

Entretanto, em  menor número e menos influentes, os cristãos que queiram se tornar muçulmanos não encontram empecilhos – na verdade, são até incentivados a fazer isso em alguns casos. Da Nigéria, por exemplo, vêm vários relatos de homens que tinham emprego e esposa à sua espera, bastando apenas que abraçassem a fé islâmica.

O contrário não é verdade. O que um muçulmano encontra à sua espera quando reconhece Jesus como a única forma de salvação?

Sua primeira recompensa é ser reconhecido como “nada”, “ninguém”.

Um muçulmano que se converte não se torna “cristão” no sentido religioso da palavra (e não no sentido original, que significa “miniatura de Cristo”), porque cristão, nesse contexto cultural, é aquele nascido de pais cristãos, batizado com um nome cristão, habitante de uma vila ou bairro cristão. Um convertido ao cristianismo pode mudar de nome ou endereço, mas não vai passar de um “ex-muçulmano”.

Essa crise de identidade vai além da esfera religiosa. Ela gera perguntas muito práticas ao que se converte: devo mudar de nome, já que todos sabem que “Ahmed” é um nome muçulmano? Devo deixar de usar o véu? Devo enfrentar toda a burocracia judicial e solicitar a mudança da minha religião no documento de identidade, sabendo que isso restringirá meu acesso a serviços públicos, e que a educação religiosa que meus filhos receberão na escola dependerá da religião que consta do meu documento? Devo chamar a Deus de Alá (que é a palavra árabe para “Deus”) ou agora devo chamá-lo por outro nome?


A lista de perguntas é enorme. Tudo mostra que servir a Cristo não é simplesmente mudar de religião. Requer mudança de vida. Requer entrar pela porta tão estreita que não permite vislumbrar o que vem adiante.

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O PREÇO DA CRUZ

"Tome sua cruz e siga-me". As palavras de Jesus desafiam seus discípulos a a olhar a vida cristã pela ótica do sofrimento e da abnegação. Qual o preço de tomar a cruz e seguir a Cristo no mundo muçulmano?

Quem conhece Emad, pode dizer que esse egípcio, de 30 anos de idade, é um muçulmano bem respeitado pela família e por seus amigos, e possui um bom emprego como eletricista.

Mas tem uma coisa que eles não sabem sobre ele: há anos, Emad segue Cristo fielmente. Ele manteve sua conversão em segredo, temendo o que sua família pudesse fazer a ele.


Agora, os parentes de Emad querem que ele se case e inicie sua própria família. Ele tem um problema: com que mulher poderá casar? Será que haverá uma muçulmana em quem possa confiar e contar sobre sua fé cristã? Ele achará uma cristã disposta a aceitar uma cerimônia islâmica? Ou encontrará uma mulher que, como ele, tem costumes islâmicos, mas segue a Jesus secretamente? 

Fonte: Portas Abertas
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EXAMINAI AS ESCRITURAS...

Quereis saber quem é Jesus? Eis a resposta João 5:39, examine as escrituras e perceberás que toda a história da humanidade está de acordo com as Profecias Bíblicas. A Palavra de Deus anunciada pelos profetas do Antigo Testamento tem se cumprido cabalmente em nossos dias.  Eles profetizavam a respeito da graça de Deus que nos foi destinada, eles anunciaram Jesus Cristo, o Messias, os seus sofrimentos assim como as glórias que os seguiriam (I Pe. 1:10-11).  Jesus Cristo, o Salvador, era o mistério que esteve oculto aos profetas em tempos antigos, mas nos foi manifesto por meio das Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da Fé (Romanos 16:25-27).

A história da humanidade está divida em dispensações descritas na Bíblia, e hoje nos encontramos na dispensação do Fim dos Tempos, ou tempo da graça, onde o mundo viverá a expectativa do arrebatamento dos salvos.


“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia. Ele é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como um ladrão. Os céus passarão como grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há, serão descobertas. [...] Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça.”

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Dentro de países islâmicos, a Igreja é formada basicamente por dois grupos: os cristãos de origem cristã, cujos ancestrais praticam o cristianismo há gerações; e os ex-muçulmanos, que são de origem islâmica, mas que abandonaram o islã e agora seguem a Cristo.

Esses dois grupo sofrem perseguição por causa de Jesus, e elas vêm de diversas fontes. Conheça, a seguir, os principais agentes da perseguição no mundo muçulmano.
FAMÍLIA E COMUNIDADE

Os lações familiares e comunitários são muito fortes em algumas sociedades. É importante entender que a família é a principal detentora dos princípios e deveres da fé, crenças e práticas religiosas, e que é através de uma família bem estruturada e saudável que se pode construir uma comunidade e sociedade sadias. Portanto, abandonar a fé islâmica não significa apenas deixar de ler o Alcorão (livro sagrado do islã), de orar cinco vezes por dia ou parar de frequentar a mesquita. Significa também envergonhar a família diante da sociedade. Isso automaticamente destruirá relações familiares e comunitárias.


O indivíduo numa sociedade muçulmana é criado e disciplinado nos princípios religiosos e não deve agir segundo suas próprias convicções, mas segundo o conceito religioso existente na comunidade. É por isso que um muçulmano, quando se converte a Cristo, sofre tanta perseguição, a começar pela sua própria casa, e muitas vezes opta por praticar sua fé secretamente, pois, expor tal escolha à comunidade ou à família trará consequências dolorosas como a quebra de vínculos afetivos, a rejeição e isolamento social.

Fonte: Esse texto foi extraído e adaptado do livro A fé que persevera, de Ron Boyd Mac-Millan, publicado pela Portas Abertas Brasil.

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30 diasdeoracaoEm 1990, enquanto todo o mundo celebrava o fim do comunismo, simbolizado pela queda do muro de Berlim no ano anterior, o Irmão André alertava: “O desafio do islamismo é ainda maior do que o do comunismo. A questão não e mais ‘Deus existe?’, e sim ‘Quem é o seu Deus?’. O islamismo está zelosamente determinado a fazer que o mundo inteiro seja muçulmano. Seus líderes usam todos os meios disponíveis – como recompensar financeiramente as pessoas ou lhe dar bons empregos – para premiar quem se torna muçulmano. Eles têm discriminado os não muçulmanos e pregado sua mensagem vigorosamente. Mas deixe-me ser claro. A Portas Abertas não está combatendo o comunismo ou o islamismo. A Portas Abertas suporta a Igreja onde ela sofre opressão ou perseguição, seja pelas mãos de comunistas ou muçulmanos, não faz diferença. Ainda assim, é verdade que os cristãos em países muçulmanos têm um destino ainda mais duro do que seus irmãos em países comunistas”.

Vinte e três anos depois da fala do Irmão André, pouca coisa mudou. O islamismo vem ganhando força. Mais cristãos têm sofrido. E a Portas Abertas continua ao lado deles. Mas isso significa que os dez anos de oração não causaram mudança? De forma alguma.

Um missionário brasileiro radicado no Oriente Médio comentou recentemente sobre essa campanha: o resultado da campanha de dez anos de oração é evidente no mundo muçulmano. A Igreja secreta, formada em sua maioria por ex-muçulmanos convertidos, cresceu de forma estável e significativa. Tivemos conversões de figuras importantes dentro do islamismo. Uma geração de líderes locais se formou, estes, em muitos países, lideram a evangelização sem ajuda missionária. A igreja secreta cresceu e assumiu sua responsabilidade de cumprir a missão deixada a nós pelo nosso Senhor Jesus.”

Comecemos com 31 dias, até que essa oração se torne uma prática diária: “Senhor, abençoe sua Igreja no mundo muçulmano”.

Fonte: Portas Abertas
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ÀS VEZES, AQUI NA TERRA, AS COISAS SÃO UM POUCO DIFERENTE

Veja o caso dessa mesma jovem, agora cristã. Quando seus pais descobriram que ela havia abandonado o islamismo por conta de uma nova crença, bateram severamente nela, querendo obrigá-la a renuncia sua fé. Como ela não cedeu e recusou-se a negar ao Senhor Jesus, seu pai a levou ao médico e mandou que lhe fossem dados medicamentos fortes, aplicados em pacientes de doenças mentais. Mesmo assim, a menina permaneceu firme em sua decisão. Foram tomadas então medidas mais drásticas: sua família a algemou a uma árvore durante todo o dia e a trancafiou em um quarto pequeno e escuro durante a noite. Sabe o que ela fez? Continuou adorando a Deus.

Há alguns anos, vivemos em meio a uma crise humanitária. A portas abertas tem concentrado seus trabalhos no direito à liberdade de religião ou crença, que tanto nos é negado.

Nesse estado, onde a sharia (lei islâmica) vigora, os cristãos são hostilizados a ponto de serem condenados à morte, caso sejam descobertos pelo governo. Organizações cristãs de ajuda humanitária são acusadas de aproveitarem o momento para divulgar coragem de fazer isso.

Como você deve saber, países da África são, em sua maioria, nações bastante pobres. Os cidadão dependem essencialmente da agricultura e pecuária para sobreviver e, mesmo assim, toda a ajuda vinda de fora é extremamente necessária e bem-vinda. Para os cristãos, essa situação tende a ser ainda pior, já que há forte discriminação e, frequentemente, somos impedidos de cultivar em nossas terras e não encontramos emprego ou qualquer outra forma de saciarmos a fome.

Após a perda do meu marido, foi muito difícil sobreviver. Além da tristeza pelo afastamento dos meus filhos, eu não tinha como me sustentar. Aí é que entra a Portas Abertas. Foi como um bálsamo saber que haviam pessoas de todo o mundo orando por mim, me apoiando mesmo à distância. Então, a Portas Abertas me surpreendeu e, fora todo o apoio espiritual que me deram, recebi também um empréstimo para que eu começasse meu próprio negócio, para poder me sustentar e, quem sabe, até recuperar meus filhos. Foi um alegria enorme saber que existem pessoas que confiam em mim e acreditam que há um futuro de esperança preparado para aqueles que creem em Deus.

E o mais gratificante: esse projeto da Portas Abertas, chamado de Ajuda socioeconômica, não alcança apenas a mim. Milhares de cristãos em diversas partes do mundo são abençoados por essa organização e por você, querido irmão em Cristo que decidiu, através dela, oferecer um recomeço para famílias que perderam o que tinham de mais precioso aqui na terra para que o nome de Cristo continuasse a ser pregado em todo o mundo. As oportunidades de ajudar não acabaram. Você pode fazer muito por um irmão da minha região, ainda hoje.


Esta carta chega até você com uma ajuda socioeconômica em regiões  da África. Essa é apenas uma das maneira encontradas pela Portas Abertas no Brasil para que sua ajuda chega

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Carta de um cristã beneficiada pelos projetos da Portas Abertas na África, Alika Bakari.

Querido parceiro,

Escrevo a você de maneira secreta, quase como um desabafo em sussurros. Vivo em um país da África, em que há alto nível de perseguição contra cristãos. Na verdade, por aqui, converter-se ao cristianismo é declaradamente ilegal. Ao andar nas ruas, por todos os lados é possível ver militantes islâmicos, profundamente devotos a Maomé, os quais carrega e divulgam a ideia de acabar com tudo que não seja relacionado ao Islã.

Apesar de estar firme e confiante no Senhor, eu temo pela minha vida e por meus filhos, já que, há dois anos, meu marido foi terrivelmente tirado do convívio de nossa família. Ele pastoreava uma igreja subterrânea e, por isso, foi assassinado por rebeldes islâmicos. Na época, eu e meus quatro filhos fomos presos. E, depois da morte de meu esposo, eu fui obrigada a entregar meus filhos para serem treinados como soldados do exército e nunca mais os vi. Eu fui solta logo após, porém meu coração continuou preso na cela de dor e tristeza.

O luto e a dor de não saber como meus filhos estão agora é muito grande. Eu não tive outra escolha a não ser entrega-los, mas não há um dia em que não peça ao Senhor pela sua proteção e segurança. Por favor, querido irmão, ajude-me em oração. Trocaria minha liberdade pela prisão se pudesse rever meus filhos.
A perseguição em meu país é aplicada de várias maneiras. Existe uma lista em que muçulmanos extremistas escrevem os nomes de “cristão suspeitos”. Todos cometeram o mesmo crime: entregaram suas vidas a Deus e converteram-se ao cristianismo. O nome do meu marido estava nessa lista.


Meses antes da morte do meu esposo, eu soube da história de uma menina de apenas 17 anos que ouviu falar do Evangelho da salvação e aceitou Jesus. Apesar de não possuir uma Bíblia, por ser proibido, eu sei que lá está escrito que há festa no céu quando uma alma se converte a Deus, não é isso? Pois bem...

A QUÍMICA DO SOFRIMENTO


NaOH + HCI = NaCI + H2O

Soda Cáustica + Ácido Clorídrico =  Sal + Água

Começar o texto com uma fórmula química não é a melhor maneira de atrair leitores, mas não precisa ser nerd para entender o que vou escrever. Esta reação química representa a obtenção de sal em laboratório.
Um amigo químico escreveu um texto* com uma “ visão espiritual” sobre esta reação. Gostaria de destacar um pequeno trecho:

“Se você passar o Ácido Clorídrico (HCL) concentrado na pele, ela vai queimar, arder, ferir podendo levar à morte. A mesma coisa ocorre com o Hidróxido de Sódio (soda cáustica – NaOH): fere, queima, arde mata. Mas a união de duas substâncias perigosas resulta em salmoura, isso mesmo, sal e água. A mesma coisa Deus faz conosco. Não importa o que fizemos no passado, Ele nos transforma. Muitos machucaram, feriram, degradaram e até mataram, porém quando nos unimos a Cristo, somos transformados em sal.”

Essa reação química também me faz lembrar a perseguição que a primeira igreja sofreu após a morte de Estêvão. A Bíblia diz que “Saulo devastava a Igreja. Indo de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os lançava na prisão” (Atos 8.3) mas, apesar de todo esse sofrimento, “os que haviam sido dispersos pregavam a palavra por onde quer que fossem” (At. 8.4).

Assim como na fórmula, o sofrimento dos cristãos perseguidos os transforma, cada vez mais, em Sal da Terra. Isso quer dizer que o resultado da perseguição é uma Igreja que busca fazer a vontade do Pai. Cristãos perseguidos resistem e se tornam Sal, pois sua fé está firmada em Cristo, as orações dos irmãos os fortalecem e seu alvo é a recompensa eterna. Almejando a Coroa da Vida, são fiéis até a morte (Apocalipse 2.10b)!

Com a gente é diferente, as aflições nos derrubam. Por diferentes motivos deixamos de obedecer a Deus e usamos nosso sofrimento como desculpara para não cumprir a tarefa de ser sal e luz. Nossa fé vacila e nosso alvo não está no Reino, não está em fazer a vontade de Deus. Perdemos o foco no Eterno e nos apegamos ao que é eternamente inútil.

Assim como nada pode nos separar do amor de Cristo (Romanos 8.35-39), não podemos permitir que algo nos impeça de amar a Deus, sejam perseguições, aflições ou adversidade. E se amamos a Cristo, devemos obedecer-lhe (1 João 2.3-6). Para o cristão, o que é mais importante que cumprir a vontade de Deus?

Há também um segredo para que a química do sofrimento funcione: a ação do Espírito Santo. Quando o Espírito age em nossas vidas, o sofrimento ou tribulação produz perseverança, que produz um caráter aprovado e assim seremos sal e luz, assim faremos diferença. Lembro-me da Irmã Chang, da China, que pregou em frente a uma delegacia, obedecendo a uma ordem de Deus. Ela foi presa e torturada, mas permaneceu firme e continuou sendo sal. Mesmo com todas as dificuldades e perseguições, continuou pregando na prisão e cerca de 800 pessoas se converteram!

Termino com o exto de Romanos 5.3-5: “Nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu”.


Fonte: Underground – Portas Abertas



VIOLAÇÕES

Quando Welhelmina soube que o julgamento teria início em fevereiro de 2009, percebeu a necessidade de ter assistência jurídica. Ela orou e pediu que Deus enviasse um a, após dvogado. “Mas Ele me enviou dois”, compartilha.um dos advogados, Noia Fileo Pistos, ofereceu seus serviços gratuitamente quando teve conhecimento do caso.

A professora foi acusada de violar o Artigo do Código Criminal sobre a blasfêmia religiosa e, o Artigo , sobre insulto público. Alunos e professores testemunharam no tribunal. “Em algumas audiências, dois caminhões cheios de policiais eram enviados por conta da segurança. Isso geralmente não acontece”, explicou o advogado Pistos.

Em relação à acusação de blasfêmia, Welhelmina foi inocentada. O juiz não considerou os testemunhos das crianças. Entretanto, ela foi considerada culpada, por insulto. O juiz se baseou em um incidente ocorrido em  2007, quando um aluno jogou uma bola em seu tórax e ela o repreendeu publicamente. De acordo com a lei, a conduta de Welhelmina não poderia ser acusada uma vez que ninguém prestou queixa e o ocorrido havia acontecido há mais de uma ano. Porém, em 28 de abril de 2009, após 12 audiências, os juízes sentenciaram a irmã a um ano de prisão. “Quando ouvi o veredito o aceitei, mas lá no  fundo, etava muito descontente com a justiça, uma vez que eu era inocente”, disse ela.

O Código Criminal estabelece o período máximo de novem meses com punição para um insulto público. “Os juízes violaram a lei ao mandar Welhelmina para a prisão por um ano”, explicou o advogado. O chefe da prisão de Masohi disse a Welhelmina que ela teve de renunciar sua liberdade a fim de “conter a raiva dos cidadãos”.

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A PRISÃO QUE LIBERTA

Falsas acusações são comuns na vida dos cristãos perseguidos. Por conta delas, muitos são presos injustamente e, ás vezes, sem que haja sequer um julgamento. A maioria deles, entretanto, alega acontecer algo em comum: a proximidade com Deus.

A cristã Welhelmina Holle era uma professora de matemática e língua indonésia do ensino fundamental. Em 10 de novembro de 2008, foi falsamente acusada de difamar o Islã enquanto ministrava aulas extracurriculares para alguns de seus alunos. Um mês depois, os rumores sobre a difamação se espalharam por meio de panfletos produzidos por Asmara Wasahua, político de um partido islâmico fundamentalista. No dia 9 de dezembro, uma multidão enfurecida com armas, pedras e cassetetes incendiou um vilarejo predominantemente cristão em Masohi, localizado nas ilhas Molucas, na Indonésia. O ataque destruiu 67 casas, dois prédios pertencentes ‘a Igreja Protestante das Molucas (GPM, sigla em indonésio), dois carros e uma motocicleta. Além disso, três pessoas ficaram machucadas e um policial foi gravemente ferido na tentativa de acalmar os atacantes.

Welhelmina, na época com 49 anos, mãe de duas filhas casadas e um filho solteiro, era inocente. A tal aula particular não havia acontecido, afinal, a professora sequer estava na cidade naquele dia. “Ela negou as acusações. É bem provável que o rumor tenha sido espalhado para incitar o ódio”, comentou a pastora Sarah Latuny, da GPM, que é composta por mais de 50 congregações. “Mas ainda que a acusação fosse verdadeira, não justifica toda essa violência. A questão deveria ser resolvida pelos termos legais”, continuou. “Em meio a todo aquele caos, nossa prioridade era manter os moradores a salvo. Como representantes cristãos, pedimos que eles não revidassem. O ciclo de violência nunca terminaria se o fizessem!, explicou a pastora.

O chefe da delegacia de Masohi decidiu prender Welhelmina três dias depois dos ataques. Além dela, Wasahua também foi preso por causar a desordem. “Na delegacia, eles me colocaram em uma pequena cela chamada ‘cela do rato’ durante uma semana. Eu me ajoelhava constantemente e orava. Sem conseguir comer, declarava a mim mesma que sobreviveria a tudo aquilo por meio da oração e da Palavra”, relembra a irmã.

Fonte: Portas Abertas
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A perseguição na Indonésia


A Indonésia é um país com mais de 360 diferentes etnias, 700 dialetos e composto por mais de 17 mil ilhas. Todos esses contrastes que formam o país, independente desde 1949, estão refletidos nas relações sociais e influenciam o cotidiano religioso dos indonésios. A indonésia oscilou nos últimos dois anos (2010-2012) entre a 48ª e a 43ª colocação na Classificação de Países por Perseguição, da Portas Abertas. O país tem passado por importantes transformações; em 2013, ocupa a 45ª posição, mas isso não significa que haja maior liberdade religiosa no país, embora constitucionalmente, essa liberdade exista.

A Indonésia tem se desenvolvido muito rápido economicamente nos últimos anos, resultando no crescimento da classe média, predominantemente urbana, e na prosperidade do país. Tem havido também debates mais abertos no parlamento do país sobre questões relevantes à população, o que não existia há algum tempo. Isso é resultado direto de um crescimento e maior abertura da mídia, que tem exposto em seus noticiários os constantes ataques às minorias religiosas e a corrupção desenfreada. Mas essa suposta abertura religiosa é relativa, já que menos da metade da população vive nos centros urbanos e está sob os holofotes da mídia.

De maneira geral, a Igreja não sofre perseguição direta do governo, mas de grupos radicais islâmicos que, por sua vez, exercem muita influência na opinião pública do país e nas lideranças políticas regionais e locais. Por conta da pressão exercida por esses grupos radicais e por seus indivíduos que estão nos órgãos públicos do país, algumas províncias como Aceh, Java, Slawesi e Sumatra têm adotado a prática da lei islâmica (sharia).

Uma das maiores dificuldades que a igreja enfrenta é com relação à abertura de templos. Um decreto lei de 2006 diz que para a abertura de uma igreja é necessário que ela tenha no mínimo 90 membros, obtenha o consentimento de pelo menos 60 vizinhos que professem outras religiões, consiga a aprovação do chefe da província ouvilarejo e do Fórum de Integração Religiosa. Se comparado a 2011, no ano de 2012 houve um maior índice de igrejas fechadas e de ataques contra comunidades cristãs e suas propriedades só na província de Aceh 18 igrejas foram fechadas num único mês.

A atual posição do país na Classificação 2013 reflete a sua crescente tendência em ceder a grupos extremistas muçulmanos quando o assunto é proteção das minorias, especialmente dos cristãos. Como a maioria dos cristãos pode praticar sua fé “abertamente”, a Indonésia ocupará este ano uma posição relativamente baixa na lista.

Apesar de todas as dificuldades, a Igreja continua crescendo no país. Acredita-se que os cristãos correspondam hoje a 10% de sua população total. Continuemos orando para que a Igreja indonésia tenha mais abertura para cultuar a Deus e compartilhar o amor de Cristo aos seus compatriotas.

Fonte: Portas Abertas
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Iraque [4º]

Há algumas semanas, a polícia de Mossul encontrou o corpo de uma mulher cristã, com sérios indícios de violência sem motivo aparente. isso ocorreu em uma área onde, no passado, foram cometidos ataques brutais e gratuitos contra membros da comunidade cristã da cidade. Fontes reconheceram a vítima como sendo Shdha Elias,professora de 54 anos de idade, que ensinava caldeu "em uma escola no bairro de al Bath." Ela "vivia, no entanto, em Bar Nirgal, perto da universidade." com sua morte, ela se junta "à longa lista de mártires cristãos em Mossul."

Fonte: Portas Abertas
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“O trem para Varsóvia saía de Amsterdã em 15 de julho de 1955. Fiquei admirado com o grande número de estudantes que fora atraído pelo festival. Centenas de moços e moças aglomeravam-se na estação. Pela primeira vez, comecei a crer nos números exagerados que lera na revista. Sentia-me muito sozinho. Eu não conhecia uma só pessoa em toda a Polônia e não sabia uma palavra sequer do idioma. De todos os quadrantes do mundo, milhares e milhares de jovens estavam convergindo para Varsóvia, com propósitos exatamente opostos aos meus.
Os jornais da Holanda publicaram tantas notícias a respeito da prisão dos líderes eclesiásticos da igreja polonesa e do fechamento de seminários, que eu tinha a impressão de que religião na Polônia era uma atividade clandestina.

Aparentemente, a livraria evangélica que eu visitara estava funcionando, apesar de não ter Bíblias. Eu passara por igrejas católicas cujas portas estavam bem abertas. Será que havia igrejas protestantes também funcionando? Resolvi verificar por mim mesmo.

De táxi, dez  minutos depois eu estava assistindo a um culto numa Igreja Reformada, atrás da “Cortina de Ferro”. Fiquei surpreso com o tamanho da congregação; a igreja se encontrava com cerca de ¾ dos bancos cheios. Fiquei surpreso, também, com o número de jovens. O cântico dos hinos era entusiástico, o sermão aparentemente centralizado nas Escrituras. Depois que ao maior parte da congregação havia saído, o pastor e alguns jovens dispuseram-se a conversar comigo. Sim, eles cultuavam abertamente, e com considerável liberdade, enquanto se mantivessem longe dos assuntos políticos. Sim, havia membros da igreja que também eram membros do Partido Comunista. “Bem, o regime faz tanto pelo povo, que a gente apenas fecha os olhos quanto ao resto”, disse o pastor, encolhendo os ombros, “mas o que é que a gente pode fazer?”
Naquela mesma noite, foi conhecer outra igreja que me indicaram. O culto já começara quando cheguei. O número de pessoas era menor. O povo já não era tão bem vestido quanto o outro, e quase não havia jovens. Mas aconteceu uma coisa interessante. Haviam dado ao pastor a notícia de que havia um estrangeiro na congregação, e imediatamente fui convidado a falar-lhes. Fiquei alarmado. Será que eles tinham tanta liberdade assim? E ali estava eu, um crente do outro lado mundo, pregando o evangelho em um país comunista.

Ao fim de minha curta pregação, o pastor falou a coisa mais interessante que eu poderia ter ouvido: “Queremos agradecer-lhe por estar aqui. Mesmo que você não tivesse falado nem uma palavra, só o fato de vê-lo já teria significado muito. Algumas vezes sentimos como se estivéssemos sozinhos em nossa luta.”

Naquela noite, fiquei pensando em como aquelas duas igrejas eram diferentes. Uma, aparentemente, estava seguindo a rota da cooperação com o governo: atraía grandes multidões grandes multidões, era aceitável para os jovens. A outra, eu sentia, estava seguindo por um caminho solitário. Eu estava aprendendo tantas coisas e tão depressa, que era difícil assimilar tudo. Algo me dizia que nem tudo era como parecia ser.
Eu tinha um objetivo especial, queria orar por cada pessoa que eu encontrara durante aquela viagem. A manhã seguinte seria a última que passaria em Varsóvia. Enquanto estava ali sentado, orando, ouvi uma música. Ela vinha pela avenida. Marcial, forte, com o som de vozes cantando.

Ali vinham os jovens socialistas, marchando. Nem por um momento eu podia crer que eles fossem coagidos. Marchavam porque criam. O que é que eu, do Ocidente, poderia fazer a respeito deles, daqueles milhares de jovens que passavam marchando à minha frente?

Coloquei a mão sobre minha Bíblia, e vi que estava olhando para o livro de Apocalipse. Meus dedos descansavam sobre a página, quase como se estivessem indicando uma passagem: Apocalipse 32 “Sê vigilante”, dizia o versículo que estava sob a ponta do meu dedo, “e consolida o resto que estava para morrer...”

Repentinamente, compreendi que eu estava vendo as palavras através de uma cortina de lágrimas. Será que Deus as estava falando para mim naquela hora, dizendo que a obra da minha vida seria ali, atrás da “Cortina de Ferro”, onde o remanescente da sua Igreja estava lutando para sobreviver? Será que eu teria um a participação no fortalecimento daquele precioso resto?

Fonte: Portas Abertas
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PEC elaborada pela OAB?!!!

Amigos,

É essa a Proposta de Emenda à Constituição que a Senadora Marta  Suplicy e a Comissão Especial de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB estão elaborando para o nosso País.

Principais pontos:

- Acabar com a família tradicional
- Retirar os termos "pai" e "mãe" dos documentos
- Acabar com as festas  tradicionais  das  escolas  (dia  dos  pais, das mães) para não constranger os que não fazem parte das famílias tradicionais.
- A partir de 14 anos, os adolescentes disporão de cirurgia de mudança de sexo custeada pelo SUS
- Cotas nos concursos públicos para homossexuais etc...

Eis o texto:

          "A senadora Marta Suplicy (PT-SP) elogiou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), elaborada pela Comissão Especial de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que quer ampliar privilégios a indivíduos viciados em práticas homossexuais.

          O texto tem a pretensão de introduzir na Constituição todas as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que favoreceram a agenda gay, inclusive a garantia de união estável para duplas homossexuais, com direito à conversão em casamento e adoção de crianças.
          De acordo com a agência de notícias do Senado, “a PEC tem como um de seus principais ponto a criminalização da homofobia e estabelece a pena de dois a cinco anos de reclusão para aqueles que praticarem atos de discriminação e preconceito em virtude da orientação sexual de alguém. A mesma punição se estende aos que incitarem o ódio ou prega rem [contra a] orientação sexual ou identidade de gênero”.

          Com a aprovação da PEC, a própria Constituição do Brasil se
transformará num PLC 122. Mas Suplicy reconhece que a tentativa de transformar a Constituição do Brasil numa constituição anti-“homofobia” certamente enfrentará resistência de “setores como o da igreja”. A senadora acredita que, estrategicamente, será importante aprovar primeiro o PLC 122/2006, pois sua tramitação está mais avançada, tendo já sido aprovado sorrateiramente na Câmara dos Deputados e restando apenas a votação no Senado. O segundo passo, na avaliação de Marta, é apresentar a PEC, que é uma matéria mais ampla e complexa. “A PEC é bem mais difícil de aprovar. Então, vamos começar com a homofobia e avaliar o momento adequado para fazer uma PEC com essa amplitude, que é realmente o sonho que nós gostaríamos para todo o País”, explicou a senadora à agência do Senado.

          O Estatuto da Diversidade Sexual conta com 109 artigos, que alteram 132 dispositivos legais. O Estatuto criminaliza a fobia, reconhece o direito à livre orientação sexual e iguala os direitos fundamentais entre heterossexuais e LGBTs.

          Eis alguns dos “avanços” que o Estatuto da Diversidade Sexual propõe:

Legitimação da PEDOFILIA e outras anormalidades sexuais:

Título III, Art. 5º § 1º – É indevida a ingerência estatal, familiar ou social para coibir alguém de viver a plenitude de suas relações afetivas e sexuais.

Sob essa lei, a família nada poderá fazer para inibir um problema sexual nos filhos. A sociedade nada poderá fazer. E autoridades governamentais que ainda restarem com um mínimo de bom senso estarão igualmente impedidas de “interferir”.

Retirar o termo PAI E MÃE dos documentos:

Título VI, Art. 32 – Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte, carteira de habilitação, não haverá menção às expressões “pai” e “mãe”, que devem ser substituídas por “filiação”. Essa lei visa beneficiar diretamente os ajuntamentos homossexuais desfigurados tratados como família. Para que as crianças se acostumem com “papai e papai” ou “mamãe e mamãe”, é preciso eliminar da mente delas o normal: “papai e mamãe”.

Começar aos 14 anos os preparativos para a cirurgia de mudança de sexo aos 18 anos (pode começar com hormônios sexuais para preparar o corpo):

Título VII, Art. 37 – Havendo indicação terapêutica por equipe médica e multidisciplinar de hormonoterapia e de procedimentos complementares não-cirúrgicos, a adequação à identidade de gênero poderá iniciar-se a partir dos 14 anos de idade.
Título VII, Art. 38 - As cirurgias de redesignação sexual podem ser realizadas somente a partir dos 18 anos de idade.

Cirurgias de mudança de sexo nos hospitais particulares e no SUS:

Título VII, Art. 35 – É assegurado acesso aos procedimentos médicos, cirúrgicos e psicológicos destinados à adequação do sexo morfológico à identidade de gênero.
Parágrafo único R 11; É garantida a realização dos procedimentos de hormonoterapia e transgenitalização particular ou pelo Sistema Único de Saúde – SUS.

Uso de banheiros e vestiários de acordo com a sua opção sexual do dia: (?)

Título VII, Art. 45 – Em todos os espaços públicos e abertos ao público é assegurado o uso das dependências e instalações correspondentes à identidade de gênero. Não é permitido deixar de ser homossexual com ajuda de profissionais nem por vontade própria:
Título VII, Art. 53 – É proibido o oferecimento de tratamento de reversão da orientação sexual ou identidade de gênero, bem como fazer promessas de cura.

O Kit Gay será desnecessário, pois será dever do professor sempre abordar a diversidade sexual e consequentemente estimular a prática:

Título X, Art. 60 – Os profissionais da educação têm o dever de abordar as questões de gênero e sexualidade sob a ótica da diversidade sexual, visando superar toda forma de discriminação, fazendo uso de material didático e metodologias que proponham a eliminação da homofobia e do preconceito.

Contos infantis que apresentem casais heterossexuais devem ser banidos se também não apresentarem duplas homossexuais travestidas de “casais:

Título X, Art. 61 – Os estabelecimentos de ensino devem adotar materiais didáticos que não reforcem a discriminação com base na orientação sexual ou identidade de gênero.

As escolas não podem incentivar a comemoração do Dia dos Pais e das Mães:

Título X, Art. 62 – Ao programarem atividades escolares referentes a datas comemorativas, as escolas devem atentar à multiplicidade de formações familiares, de modo a evitar qualquer constrangimento dos alunos filhos de famílias homoafetivas.

Cotas nos concursos públicos para homossexuais assim como já existem para negros no RJ, MS e PR e cotas em empresas privadas com já existe para deficientes físicos:

Título XI, Art. 73 – A administração pública assegurará igualdade de oportunidades no mercado de trabalho a travestis e transexuais, transgêneros e intersexuais, atentando ao princípio da proporcionalidade.
Parágrafo único – Serão criados mecanismos de incentivo a à adoção de medidas similares nas empresas e organizações privadas.

Casos de pedofilia homossexual irão correr em segredo de justiça:

Título XIII, Art. 80 – As demandas que tenham por objeto os direitos decorrentes da orientação sexual ou identidade de gênero devem tramitar em segredo de justiça.

Censura a piadas sobre gays:

Título XIV, Art. 93 – Os meios de comunicação não podem fazer qualquer referência de caráter preconceituoso ou discriminatório em face da orientação sexual ou identidade de gênero.

          “O Estatuto da Diversidade Sexual é um avanço. Isso nunca havia sido pensado em relação às questões LGBT”, reconheceu Marta Suplicy, classificando-o como de importância “inquestionável”.
O Estatuto defende que o Estado é obrigado a investir dinheiro público para homossexuais que querem caros procedimentos de reprodução assistida por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e também o Estado é obrigado a criar delegacias especializadas para o atendimento de denúncias por preconceito sexual contra homossexuais, atendimento privado para exames durante o alistamento militar e assegura a visita íntima em presídios para homossexuais e lésbicas.


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